Voto à prova de sondagem


Sondagens. Para uns, motivo de vanglória durante as campanhas, para outros, o escudo perfeito depois de uma derrota eleitoral.

A primeira vaia foi de Paulo Portas que defendeu a proibição das sondagens em tempo de arruadas e comícios. Mais recentemente, na digestão dos resultados das autárquicas, o apupo foi de Pedro Santana Lopes ao afirmar que o centro de sondagens da Universidade Católica “no mínimo tem que fechar”.

A lamúria foi a mesma, mas os dois casos são demonstrativos da incógnita que é saber qual a influência de uma sondagem no eleitorado. Se nas legislativas as sondagens não sorriam para o CDS que acabou por ficar à frente do BE e da CDU, nas autárquicas, Santana Lopes perdeu a corrida à Câmara de Lisboa ficando, ainda assim, acima dos pontos percentuais previstos.

As sondagens hão-de ser sempre indigestas para uns e soprarão de feição para outros. Indubitavelmente os media estão ligados a isto. A forma como dão a conhecer as sondagens é tão ou mais importante do que uma previsão, tornando-se imperativa a leitura correcta das sondagens por parte do jornalista. Evitam-se assim os títulos de encher o olho que se esvaziam na diferença, por vezes mesquinha, entre partidos.

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