Do papel para o on-line


É inquestionável que o jornalismo já não é feito apenas de papel. Chamam-lhe cyberjornalismo. Não borra as mãos, nem cheira a tinta.

Com a chegada da internet, as matérias que os jornais palpáveis nos davam eram depois mastigadas de forma mais superficial no on-line. É certo que isso ainda acontece, mas por força da queda dos leitores e consequente subtracção nas tiragens, os jornais estão a disparar para o cyberjornalismo acrescentando-lhe qualidade.

Não se limitando, cada vez mais, a repetir as notícias das edições impressas, o jornalismo on-line exige, de quem o faz, o domínio de propriedades especificas. Grandes jornais, como o «The New York Times», viram ganhas as suas apostas na Web e o número de leitores dos seus sites aumentou. Não hesitam em dar formações aos jornalistas da casa e a contratam outros com apetência para este tipo de jornalismo “novo”.

Aos poucos, a qualidade começa a sobressair numa rede global que está entregue a qualquer um. Sobrevêm, progressivamente, reportagens multimédia de boa estampa e textos ajustados a um leitor anfíbio que salta de janela em janela.

Para o leitor, este jornalismo custa zero, por isso, os media vão buscar o retorno do investimento na Net a publicidades dirigidas, pois, a um público mais novo e abrangente.

Ao jornalista de hoje não se pede apenas que escreva. Pede-se versatilidade, que se dote de toda uma panóplia de conhecimentos que lhe permitam dominar o audiovisual; que seja fotógrafo e operador de câmara. É tudo isto que este blogue pretende conjugar e praticar seguindo a actualidade bem como as regras regentes deste formato jornalístico tão próprio.

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